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Preço do tomate está mais caro nos supermercados


O proprietário do tradicional restaurante Nello's, em Pinheiros, Augusto Mello, espalhou avisos pelo salão e publicou uma mensagem nas redes sociais anunciando que deixará de comprar tomates para servir em sua cantina.
Mello tomou a decisão após a alta do preço do tomate, verificada nesta semana.
Não é a primeira vez que o restaurante de 38 anos faz um protesto como este: há 5 anos, houve boicote à carne bovina.
"De uma semana para cá, o preço saiu do normal. A caixa com 20 quilos de tomate subiu de R$ 50 para R$ 150. Um comerciante me disse que tinha um bom preço: R$ 120. Parece piada", afirma.
O proprietário do restaurante acredita que, por ser um produto bastante perecível, o valor pedido mudaria rapidamente com um boicote dos paulistanos.
O Nello's tem uma demanda semanal que varia entre 800 quilos e uma tonelada de tomate. "Parece muito complicado para uma cantina boicotar este ingrediente, mas é só ser criativo. Hoje tenho quatro pratos do dia. Nenhum deles com tomate", diz.
Entre as opções, estavam maminha ao forno acompanhada de fettuccine ao molho branco, rondelli ao molho de quatro queijos, filé de peixe com purê de batatas e fettuccine com frango desfiado e ervilhas.
O proprietário conta que os clientes têm aceitado bem a ideia do boicote. Mesmo assim, o tomate estocado já está acabando. A última compra foi feita na semana passada.
CAUSA DO AUMENTO
O principal fator para a alta no preço do tomate é o clima. A oferta está menor porque o excesso de chuva encerrou antes a safra que viria do sul do país e atrasou a safra do Sudeste.
"Excesso de umidade ou seca muito grande derrubam a produção", disse à Folha o agrônomo Paulo César Tavares de Melo, da Esalq (USP).
O índice Ceagesp (feito pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) do mês de março, divulgado hoje, mostra que o tomate teve uma alta de 19,2%. Apesar de ser considerado uma fruta, o tomate está na categoria "legumes" da avaliação, que teve um índice de 14,78% de aumento. O índice geral de produtos comercializados na Ceagesp foi de 3,73%.
Segundo o Ceagesp, além das condições climáticas, o aumento da procura por causa do feriado de Páscoa impulsionou a demanda. fonte uol

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