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Novo RG ganha cadastro biométrico e tem até QR code

No Brasil, o RG significa “Registro Geral”, mas a carteira de identidade não é tão geral quanto deveria: não existe um cadastro único, pois cada estado emite o documento de forma independente. O governo federal tentou resolver isso com o RIC, mas não conseguiu. O que fazer? Melhorar o RG enquanto algo melhor não chega.
O governo de São Paulo lançou um novo modelo de RG: para emiti-lo, suas digitais são coletadas de forma biométrica – não precisa manchar o dedão de tinta – e sua foto 3×4 sai na hora. Por enquanto, o novo modelo será emitido apenas em alguns postos de atendimento, começando no Poupatempo Luz, na capital. Até o fim do ano, ele deve estar presente em todos os postos de SP. A primeira via é grátis; a segunda via custa R$ 30,21. O antigo modelo de RG continua valendo.
A ideia não é apenas emitir o RG de um jeito mais prático: é criar um banco de dados com as digitais dos paulistas, a fim de evitar fraudes. Até então, era possível tirar RG com o nome de outra pessoa, mesmo que ela já estivesse no cadastro do Estado.
O novo documento também serve para ajudar em investigações criminais. Lembra em CSI, quando os detetives comparam uma digital na cena do crime com o banco de dados da população? São Paulo poderá fazer algo semelhante.
Em SP, o documento também ganha alguns itens adicionais de segurança: um fundo invisível sensível à luz ultravioleta, para dificultar falsificações; além de papel especial, película protetora e borda diferenciada.
E ainda há um QR Code impresso no verso, que armazena todos os dados do RG: seu nome, data de nascimento, CPF, PIS – até a foto! O código será lido por um app de uso exclusivo da polícia.
As novidades são bacanas, mas ficam restritas a SP: elas não contribuem para investigações criminais fora do estado, nem evitam que você tire um RG em outro estado. Mas os planos de unificar este documento de forma nacional não deram certo.
Em 2010, o governo federal anunciou a evolução do RG: era o RIC (Registro de Identidade Civil), que uniria a carteira de identidade, CPF, carteira de habilitação, título de eleitor e carteira de trabalho. Sua digital seria armazenada em um chip, e ficaria em um cadastro eletrônico de âmbito nacional.
Em 2011, algumas pessoas foram selecionadas para receber o RIC; no entanto, segundo a Folha, o projeto não andou: o Ministério da Justiça diz que não há prazo para sua implementação. A promessa inicial era que o RIC substituiria completamente o RG até 2020.
Enquanto isso não vira realidade, os governos estaduais tentam melhorar a carteira de identidade. Já existe um sistema semelhante de RG com biometria em Rondônia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

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