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Avião com time da Chapecoense cai na Colômbia e mata 71 pessoas

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O Brasil despertou na terça-feira (29) sob o impacto de uma notícia trágica, que abalou o esporte e o país inteiro, e que recebeu manifestações de solidariedade ao redor do planeta.
Essa foi uma tragédia que interrompeu um sonho. O avião que levava o time da Chapecoense para a sua primeira participação numa final da Copa Sul-Americana caiu numa área montanhosa, perto da cidade de Medellín, na Colômbia.
Setenta e uma pessoas morreram. Dezenove eram jogadores. Jornalistas de vários veículos que acompanhavam a equipe também estão entre os mortos, inclusive, colegas queridos nossos, da TV Globo, e da nossa afiliada, a RBS.
O prefeito de Medellín preparou uma homenagem. Ele pediu para que todos os torcedores e moradores da cidade estejam no estádio, onde a Chapecoense jogaria. Todos devem usar roupas brancas e segurar velas brancas, em homenagem às vítimas.
A delegação da Chapecoense pretendia seguir do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para Medellín num voo fretado da Lamia, que opera a partir da Bolívia.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vetou o fretamento. Informou que o acordo com a Bolívia não prevê voos como o solicitado pela Chapecoense. A direção do clube, então, mudou os planos. Faria a viagem em duas etapas.
O grupo seguiu na tarde de segunda-feira (28) num voo comercial da empresa boliviana BoA até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde chegou às 19h12, horário de Brasília.
Lá trocou de aeronave. Pegou o avião da Lamia, que já esperava pela delegação em Santa Cruz. Uma foto mostra a delegação da Chapecoense do lado de fora do avião.
A aeronave era um Avro RJ85, de fabricação britânica, muito usado para voos regionais nas décadas de 1980 e 1990 e que deixou de ser produzido em 2002.
O avião da Lamia decolou de Santa Cruz de la Sierra em direção a Medellín.
A lista de pessoas a bordo tinha 81 pessoas, entre tripulantes e passageiros. No grupo, estavam jogadores da Chapecoense, comissão técnica, dirigentes, convidados e jornalistas brasileiros. Mas a lista oficial incluía o nome de quatro pessoas que não embarcaram. A companhia Lamia não informou se esses quatro lugares foram ocupados por outras pessoas.
Segundo a imprensa colombiana, por volta de meia-noite e meia, entre os municípios de La Ceja e La Unión, o piloto declarou situação de emergência e avisou a torre de controle que ao avião estava com uma pane elétrica.
Autoridades colombianas informaram que o piloto pediu e recebeu prioridade para aterrissar no aeroporto José Maria Córdoba, o principal de Medellín.
Nas primeiras horas, a imprensa da Colômbia chegou a informar que o piloto teria despejado combustível do avião e tentado fazer um pouso de emergência. Na sequência, o avião perdeu contato com a torre de controle.
O avião caiu numa área conhecida como cerro El Gordo, uma região montanhosa a cerca de 30 quilômetros do aeroporto. Eram quatro e dez da manhã, quando a TV Globo interrompeu a programação para anunciar o acidente.
O aeroporto onde o piloto tentou fazer o pouso de emergência era José Maria Córdoba. O aeroporto fica a pouco mais de 30 quilômetros do local do acidente. Isso significaria mais ou menos cinco minutos de voo até lá. As caixas-pretas da aeronave já foram encontradas pelos investigadores. Os dados e as gravações das conversas na cabine vão ajudar a esclarecer as causas do acidente.

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