Jornal Nova Oeste

Após 11 anos da Lei Maria da Penha, Barueri é referência no combate à violência doméstica


Criada com objetivo de combater a violência doméstica, a Lei Maria da Penha completou 11 anos neste mês de agosto e a Prefeitura de Barueri, por meio da Secretaria da Mulher, oferece mecanismos para garantir a aplicação desta lei e oferecer o acolhimento necessário para as mulheres que vivem em situação de violência no município e região.

Considerada a terceira melhor lei do mundo por instaurar um sistema de proteção exclusivo às mulheres – referência a gênero – a Lei Maria da Penha estabelece medidas protetivas às vítimas e torna crime a agressão física, moral, psicológica, matrimonial e sexual. Somente neste ano, Barueri atendeu mais de 900 mulheres, que sofreram algumas dessas violências, por meio da escuta qualificada realizada por profissionais como advogadas, psicólogas e assistentes sociais que fazem, em conjunto com a Delegacia de Defesa da Mulher, um trabalho de acompanhamento de casos.

De acordo com a coordenadora de Direitos Humanos e Enfrentamento à Violência de Gênero, Luciana Ribeiro, esses números representam o resultado do investimento na informação que incentivam as denúncias.

“Houve avanços quanto ao acesso à informação. Em Barueri, o trabalho consiste também em preservar a vida da mulher por meio da educação, com debates que fortalecem a prevenção da violência. Isso é feito em palestras e encontros que promovem a reflexão de mulheres sobre os seus direitos”, ressaltou.

Guardiã Maria da Penha
O programa Guardiã Maria da Penha visa medidas de proteção e aplicação da Lei Maria da Penha que inibe aproximação do agressor, já que os guardas municipais visitam as vítimas periodicamente. A inclusão das beneficiadas no projeto deu-se pela reincidência frequente de violência, mesmo protegidas por decisão judicial. Em Barueri, o Guardiã acompanha mais de 50 mulheres.
Qual é o papel da sociedade?
Para a promotora de Justiça do Estado de São Paulo, Valeria Scarance, a falta de conhecimento e sensibilidade da sociedade quanto ao tema pode gerar um sentimento de culpa na vitima.

“O papel da sociedade é não julgar a vítima ou procurar justificativas com base em um padrão social de uma mulher que é dona de casa, mãe ou recatada. Quando a mulher se desvia o mínimo que seja desse padrão socialmente aceito, ela é apontada como causadora da violência e essa interpretação é errada” afirmou a promotora.

Jornal Nova Oeste

About Jornal Nova Oeste -

Author Description here.. Nulla sagittis convallis. Curabitur consequat. Quisque metus enim, venenatis fermentum, mollis in, porta et, nibh. Duis vulputate elit in elit. Mauris dictum libero id justo.

Subscribe to this Blog via Email :